INSPIRE-SE NA GAROTA DO ESPELHO

Foto: Alessandraminervini
Foto: Alessandraminervini

Não sei se você sabe, mas tem uma versão sua aí dentro que sabe muito das coisas.

Sim, você pode me dizer que é esperta, que tem sabedoria de sobra e que conhece um pouco de tudo. Eu não vou te contrariar quanto a isso, mas e se eu te dissesse que existe em você alguém que sabe ainda mais?

Esta outra você apenas não está sendo colocada para fora. Tímida, ela permanece aí, mas nunca tem a chance de falar ou expor seus instintos. No lugar dela, fala a versão que você já conhece e, perceba, que reverbera um tantinho daquilo que todos os outros falam.

Esta segunda versão sabe, por exemplo, que não tem nada mais legal do que ela mesma. Sim, pode me dizer que isso é coisa de gente convencida ou algo assim – não vou te dar ouvidos. Ela não é metida, não, só entende o verdadeiro significado de tudo o que é e acha a coisa mais maravilhosa do mundo ser exatamente assim.

Ninguém precisa falar pra ela se amar, ela já faz isso sozinha. Ninguém precisa ressaltar suas qualidades para que ela finalmente possa vê-las, porque esta garota já as notou antes de todo mundo. Ninguém precisa dizer que seu sorriso é lindo. Ela simplesmente não precisa de ninguém para se curtir. Ela se adora!

Tão confiante, ela gosta de cada pequena diferença que vive nela. Ao contrário de você, ela não tem uma pastinha de referências e inspirações para o cabelo perfeito, porque simplesmente gosta dos fios que aparecem em seu reflexo no espelho. Aquilo ali é dela, é especial – e nada pode ser mais legal do que aquilo.

Quando o cabelo desta menina acorda num mood diferente, ela acha graça e vai tirar umas selfies divertidas – enquanto você pensa em ligar a chapinha.

E não é só com relação a ela mesma não, viu? Seu comportamento é assim em todos os outros setores de sua vida. Se ela acha que aquela saída não será legal, decide não ir. Se quer ler o livro que ninguém curte, não arreda o pé: continua conservando a vontade, até realizá-la. Se ela ouve uma música e acha a letra meio estranha, simplesmente aperta o stop. Sabe quando você insistiu naquela canção só porque todo mundo a ouvia? Esta garota não é assim, ela não perde tempo com o que não a agrada verdadeiramente.

E ela não dá ouvidos a palavras rudes e não se deixa levar por comportamentos externos e outras chateações. Ela não está nem ai! Esta menina só se importa assim, desta maneira intensa, com quem ama e a ama na mesma proporção: destes, ela cuida e quer bem.

O resto? Fica pra lá! Ela se liberta de todos e sintoniza todos os dias em sua própria frequência. E ela tenta te avisar sobre isso, mas você não dá muitos ouvidos. Aliás, foram tantas as vezes que isso aconteceu! Porque você simplesmente ignora a sua sabedoria e ignora todos aqueles instintos tão genuínos que moram dentro dela.

Entendeu agora? Cara, ela sabe mesmo das coisas.

Então desligue os captadores de som externos e ligue os fios aí de dentro. Ouça aquilo que ela falar. Largue estas convicções trazidas pela mídia, pelas fotos, pela internet, pelas celebridades ou seja lá o que for: agarre-se apenas a ela, do jeitinho que ela é, que vai dar tudo certo.

Inspire-se na garota do espelho.

VÁ VIAJAR, VIVA A SUA AVENTURA INÉDITA

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Foto: Reprodução

Há um mundo enorme te esperando lá fora.

A vida é sua, só sua, porque é você a protagonista dela. Mas disso a gente já sabe, né? Bom, não custa repetir – só para você entender de vez e ir atrás de fazer o que precisa ser feito. Não está entendendo?

Ora, estamos falando delas, das aventuras.

Vá, corra. Mas vá com tudo, sem olhar para o que ficou. Junte as suas economias, junte também a sua vontade. Se os seus sonhos existem apenas em pensamento, faça deles realidade. Ei, não desista: se você forçar um pouquinho, verá que tem lugar para todos na sua mala. E, olha, a gente já avisa: neste filme não há enredo pré-definido, tá bom? É tudo meio que na base do improviso, as câmeras te acompanham e você cria o seu roteiro.

Por isso, junte fôlego e vá. Ande, corra, suba as montanhas. Pegue os vôos. Explore o tanto que puder, mesmo que as terras já tenham sido desbravadas. Vire o mapa de cabeça para baixo, deixe o GPS maluco, dobre todas as esquinas que puder.

É o seu momento. A sua hora de fincar a bandeira. Por mais que lá em cima existam quinhentas outras, haverá um espacinho para a sua – que será a mais especial de todas.

E se você começar a viver uma cena reconhecível, daquelas que parecem já ter sido vistas antes, nem esquente a cabeça. Ainda sim, será diferente. Lembre-se de que filmes podem ser rodados inúmeras vezes com outras pessoas e outros personagens e, mesmo que você saiba de cor o final e o roteiro de todos eles, se não aconteceu com você, isso tudo não diz nada.

Desta vez, a heroína será essa pessoa aí que aparece no espelho. Não há nada melhor do que viver momentos felizes em sua própria pele, tomando decisões e sentindo as surpresas do inesperado momento seguinte. Você tem a chance de fazer a sua própria história.

Exclusiva. Só sua. Se você quiser tirar uma foto segurando a Torre de Pisa, ou sentada no jardim que fica bem na frente da Torre Eiffel, você é quem sabe, vá em frente! Abra os braços embaixo do Cristo Redentor, coloque a capa chuvosa embaixo das Cataratas do Iguaçu, navegue encantada pelos canais de Veneza e ande maravilhada pela Times Square.

Será seu, será inédito.

Pegue as malas e vá! O seu destino é o mundo – e ele está aí para ser exclusivamente seu. Não tenha medo. Viva o incrível. 

VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA

sozinha
Foto: Reprodução/Tumblr

Eu sei que, neste momento, tudo parece muito complicado. 

Às vezes, a gente sente que ninguém nos entende. Se gritamos “A”, ouvem “B” e tudo se enrosca: o problema acontece ali na interpretação dos outros e, mais uma vez, a culpa é sua.

Você não quis causar confusão, só que o circo todo estava armado. E, nele, você fez o papel de palhaça – enquanto toda a plateia riu de uma bobagem que eles pensaram ter sido causada por você.

Não teve piada. Não teve graça.
Ninguém pediu para fazer parte disso tudo.

Sabe quando as companhias parecem não se encaixar mais com a gente? Os papos vão mudando e você se espanta ao perceber que todas aquelas palavras destoam muito de quem você é, da sua essência e de sua realidade. Será que foi você quem entrou na sala errada ou as pessoas é que mudaram e, por todo este tempo, você nem havia notado?

Se a gente for além neste fluxo de pensamento, vamos achar que o mundo continuou igualzinho e todas as mudanças aconteceram em você. Mesmo que tenha sido o contrário, não importa: nada se encaixa.

Tudo faz doer.
Tudo faz sofrer.

Então você se isola. Porque parece que, ao redor de toda essa gente, o seu copo transbordou e começou a vazar. É igual ficar com uma roupa molhada quando está frio: nós esfriamos. Sempre tem o momento em que precisamos nos levantar e fazer alguma coisa. Trocá-la.

Mas você não pode mudar todo o seu cenário assim, de uma hora pra outra. Não pode trocar as pessoas e sua rotina, sabemos bem. Mas tem algo, sim, que você pode fazer para mudar tudo isso.

Lembre-se de que, para trocar o velho pelo novo, não precisamos ir muito longe.

Não é preciso se fechar ou perder as esperanças de encontrar uma companhia melhor do que a sua própria, algum dia, em algum lugar.

É só partir do princípio que somos tantos e plurais, então, por que não? Pode ter certeza de que existe muita gente que pensa igual a você. Que te aceitaria como é. Que não te julgaria por detalhes e também não te interpretaria mal na menor das circunstâncias.

Sua vida não se resume apenas a aquele grupo fechado, que faz questão de te botar para baixo. Perto do que ainda vem, eles são apenas poeira.

Uma poeira chata, que pode trazer algumas lágrimas nos olhos e, de fato, incomodar. Mas é apenas isso perto de um ser muito maior do que minúsculas partículas.

Agora levante-se, sacuda esta roupa empoeirada e siga em frente.
Caminhe confiante, tendo a certeza de que tem coisa melhor vindo por aí.

LEIA ATÉ O FINAL

leitor
Foto: Reprodução/Tumblr

Não consigo entender a mente de quem não gosta de ler, mas tenho um palpite: ao certo, a pessoa nunca deve ter concluído uma boa obra.

Um livro faz com que você chegue às páginas finais com todo o conhecimento adquirido pelo personagem principal, mas em sua própria bagagem. A história te faz rir, se apaixonar, se surpreender, talvez chorar e também experimentar um mar de outras emoções por e com pessoas que você nem conhece.

Gente que, na maioria das vezes, nem existe.

E nem são só pessoas. São criaturas, criações, coisas, palavras, situações: nada precisa ser de carne e osso. É a tinta no papel que, no momento em que você corre os olhos pelas folhas amareladas, sobe pra cabeça e passeia por sua mente, criando um novo sentido completo.

Um livro expande seus horizontes. Te mostra que a vida pode ser muitas outras em um mesmo dia.

Te permite viajar sem um único centavo no bolso e interpretar a vida através dos olhos de quem é totalmente diferente de você. Te dá argumentos, além de uma nova visão de planos e sonhos, da adrenalina da ação que você jamais pensou em fazer e também te entrega o sabor do romance que você ainda não experimentou.

São histórias que ensinam, que encantam, que nos preenchem com algo que talvez a vida real nunca possa nos dar. Também existem aquelas que nos inspiram: não precisam exatamente espelhar nossas vidas, mas seus significados mais profundos ficam.

Marcam e estimulam.

E não tem como não amar cada página, as construções dos personagens e cada uma das surpresas feitas especialmente para estarem ali, naquele pedacinho, e gerarem um outro sentido lá nas páginas seguintes. Tudo muito bem pensado e arquitetado para nos fazer mergulhar no enredo, nadando na riqueza de outra vida em um simples conglomerado de papéis.

E aquele que não lê, perde um mundo inteiro de uma vida nova, que nos faz ir além.

De fato, se eu tivesse que dar um conselho para aquele que não consegue passar das terceiras páginas, falaria apenas sobre o primeiro item essencial na leitura, que é a persistência. Essa é uma prática que você ainda não domina – mas, aos poucos, aprenderá a lidar com ela. Por isso, apenas continue. Acredite: ao final do primeiro livro, você simplesmente não parará mais.

Para cultivar o amor comum ao leitor, continue em frente e leia até o final. 

CAPTURANDO AVIÕES

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Foto: Reprodução

Na infância, existia uma brincadeira em que a gente fazia um sinal como se estivesse “recolhendo” os aviões quando eles passavam lá no céu. Cada avião recolhido representava um desejo que havia de ser feito, e depois, guardado dentro da blusa.

Como se fosse no coração.

Nunca entendi muito bem o intuito da brincadeira: qual era a relação entre os aviões e os pedidos? Na sua cabeça, coisas como “ué, eles levam o seu desejo para os ares” ou até mesmo “ora, aviões viajam, logo, sonhos também!” talvez surgirão. Verdade seja dita: nessa época, eu nem pensava muito em viajar. Aposto que muitas das pessoas que conheciam a brincadeira também não: queriam que alguns problemas se resolvessem, que aquele carinha desse bola, que a prova de matemática não fosse tão difícil… Pedidos que iam do mais banal ao mais importante dos motivos. O fato é que nem sempre eles tinham relação direta com um meio de transporte voador.

Mas, hoje, ao ver um avião passando devagarzinho (daqui debaixo sempre parece lento, não é?), me lembro da brincadeira e de todo o significado que ela carregava. Porque, afinal, é tudo muito mais simbólico do que parece.

E se a gente tentar brincar mais uma vez?

O legal das superstições não é elas serem provadas com evidências, tabelas e resultados quantificados. Tudo bem, você pode até ouvir que “com fulana já deu certo” e ficar um pouquinho mais animada, mas o ponto é a expectativa que este tipo de brincadeira traz: ela reacende a chama dos sonhos em nossos corações.

Porque aquilo é um lembrete de que, sim, as suas metas darão certo. Talvez, pense bem, a sorte apareça bem aí: você, ao ver os aviões passando lá em cima, se lembra de seus objetivos e não para de correr atrás deles, como se aquilo fosse um alarme diário, que soa lá em cima e diz apenas uma frase, simples e direta:

Não ouse desistir.

E então a sua alma se enche de esperança. Quem sabe não dá certo? Bem no momento em que você já está sem expectativas e precisa de um empurrãozinho para poder continuar, aparece um avião no céu.

Capturá-lo é a promessa interna de que você chegará lá. Agora, você só tem um pouquinho mais de certeza disso.

No final das contas, o que você está buscando no ar é pouco mais de certeza e confiança. E não é disso que precisamos para seguir em frente, não importa a situação?

SOLTE ESSA TRISTEZA

Foto: Reprodução/Tumblr
Foto: Reprodução/Tumblr

Não prenda. Não guarde. Não aprisione.

Solte essa tristeza.

Deixe o sentimento fluir, porque agora é a hora certa de ele dar as caras. Guardá-lo não adiantará nada, você sabe, não é? Só deixará a ferida ainda mais dolorida, difícil e, cada vez que ela aparecer, vai pesar ainda mais. Para machucar. Para te lembrar que a dor ainda não foi vivida.

Você tem que resolver isso agora. Perca esse medo de se permitir. Não dá para disfarçar e colocar um sorriso feliz ao ver as flores murchas. Elas já caíram e fingir que o vaso ainda é belo não é uma solução.

Está na hora de olhar para aquilo tudo e deixar a cabeça viajar. Fazer a ida e a volta daquele caminho de possibilidades e lembranças que te atormentam até mapeá-lo de cor. Você tem que passar por isso, entende? O depois é ainda está por vir, o agora é isso aqui. Esse quarto escuro, essa música de melodia parada, o celular apitando ao longe e a cabeça a mil.

Pegue todas as frases clichês e digite aquele mundo de palavras tristes. Pode contar que o seu coração se derreteu para o ralo, que seu estômago está vazio e frio e que parece que um caminhão te fez em pedacinhos. O exagero é inerente e sentimento é estilhaço.

As sensações que você sente agora parecem existir só para nos testar. Porque são pesadas, incomodam feito uma pedra no sapato, nos deixam com os ombros arcados e o olhar perdido. Será que aguentamos? Será que conseguimos?

A gente não sabe. Se é destino, um passo incerto que você deu lá atrás ou simplesmente se tinha que ser assim. Mas o fato é que aconteceu, e o momento que você vive agora simplesmente tem que ser vivido.

Deixe a tristeza fluir. E em seu maior ato, ela ainda vai sair em forma de lágrima e rolar pelo rosto, até o momento em que a pele tornará a secar.

Sim, porque uma hora ela seca.

E, quando secar, aí sim será o momento em que você se levantará novamente. Abra a janela, lave o rosto, prenda o cabelo e olhe para o futuro.

Mas isso é ali na frente, você sabe, não é?

Porque eu não vou te forçar a nada. Por enquanto, pode ficar por aqui. Sente-se ao meu lado e leia o texto de novo. Eu bem que queria, mas não posso te abraçar agora, por isso, me resta apenas dar um conselho:solte essa tristeza.

A GENTE NÃO PODE SE LEVAR TÃO A SÉRIO

Foto: Pinterest/Stadshem
Foto: Pinterest/Stadshem

A gente não pode ser assim, tão sério.
É sério! Não dá para acreditar que isso tudo seja deste jeito…

Vamos falar dessa nossa mania?

Sim, nossa. É minha e também é sua. Você sabe bem do que estou falando. A gente passa por maus bocados, é verdade, mas nem tudo se limita a eles. Os momentos bons também existem, porém, quando a onda ruim te pega, você os abandona de vez, não é? Deixa-os de lado e se esquece de tudo de bom que já viveu.

Neste momento, você trata a situação com a delicadeza e a seriedade que ela pede. E isso é muito necessário mesmo, até para podermos manter o foco e nos prepararmos para lidar com aquilo. É assim que tem que ser, é natural e é a forma como restabelecemos as forças e conseguimos enfrentar o mundo.

Mas o problema maior fica por conta do momento seguinte.

O instante em que aquilo se resolve, mas você resiste a colocar o sorriso de volta no rosto. Vai levando tudo no mesmo mood dos últimos fatos que aconteceram e, quando se dá conta, já passou muito tempo e você não vê a mesma graça que via nas coisas. Está no automático. Sem apreciar a delícia que é viver junto de sua própria companhia.

Vamos entender? Deve ter algum motivo. Lá no fundo, tímido, mas eu sei que o comportamento não brotou sozinho. Talvez seja medo de que aconteça de novo, ressentimento por aquilo que você viveu ou até uma certa blindagem do futuro. Eu sei que você pensa que, se for pega desprevenida, aquela felicidade arrebatadora pode ser assaltada e te roubar todos os seus bens mais valiosos. Mais valiosos do que ela mesma? Veja, você está vendo as coisas por um ângulo distorcido.

Ela pode se perder, o que é ainda pior. 

Por isso, não dá para evitar deixá-la aparecer. Não dá para evitar a graça. Não dá para evitar a vida.

Lembra de quando você ria de qualquer bobagem? Qualquer mínimo acontecimento já poderia virar um assunto empolgado em suas conversas – ou ideias mirabolantes, que você guardava, ansiosa, pronta para dividir com seus amigos.

Lembra de quando você ria dos seus próprios defeitos? Seus esquecimentos não eram a impaciência e a lamentação, somente alguns comentários rotineiros e alguma pressa (ritmada por aquela música que não saía da sua cabeça). Suas paranoias viravam piadas e você se divertia ao pensar nas conclusões malucas que eram traçadas em sua mente.

Lembra de quando você ria das voltas que o destino traçava? Você apreciava o incerto e o desconhecido, sempre com aquele otimismo e confiança típicas de alguém que sabe encontrar suco até na laranja mais seca. Agora você só quer que o tempo pare com toda essa loucura e passe sem aquele turbilhão de emoções que, antes, eram tão empolgantes…

Você pode não se lembrar, mas eu me lembro. Você ria.
Você não se levava tão a sério. 

E não era tudo tão bom? As coisas não pareciam muito mais bonitas vistas daquela sua antiga forma de olhar? Porque era você que comandava e fazia tudo acontecer. Porque mesmo de uma forma inconsciente, você tinha certeza de que o segredo era a sua leveza.

E assim como um aviãozinho de papel, você voava para todos os lados, seguindo os ventos e as orientações que te davam na telha. Livre. Solta. Feliz e achando graça.

Então eu só tenho um pedido a fazer: por favor, volte a ser assim. Quero ver este sorriso surgir por causa do comercial de refrigerante na televisão, pelo ventilador quebrado, pelo cabelo embaraçado, pelo instinto ressurgido, pelo tropeço acidental, pelo amor correspondido, pela mensagem inesperada, por seu reflexo no espelho, pela mania destrambelhada, pela vontade despertada, pelo sim ou pelo não.

Por tudo. Por você.